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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ritual de Queimação de Palhinhas da FMRB encanta público

A Fundação da Memória Republicana Brasileira realizou na noite desta sexta-feira, 9, o ritual de Queimação de Palhinhas do presépio, em sua sede, o Convento das Mercês. Pelo terceiro ano consecutivo, o evento reuniu pessoas da comunidade do Desterro e bairros adjacentes, além de autoridades que foram prestigiar a celebração que faz parte das tradições maranhenses.

Como reza a regra, este ano foram escolhidos como padrinho, Dalmir Campos, defensor da cultura maranhense e que desenvolve trabalho com teatro com jovens da comunidade do Desterro, e como madrinha, Dinair Cutrim, comerciante do bairro e um dos moradores mais antigas da região.

O ritual iniciou com a ladainha à Nossa Senhora, do maestro maranhense, Antônio Rayol, conduzida em latim por Sebastião Cardoso, que já participa de Queimação de Palhinha há alguns anos. “Para mim é sempre um prazer fazer esta ladainha. Faço por questões profissionais e por devoção pessoal. Desde crianças participei com a minha família de celebrações como essa e para mim é importante que essa tradição seja mantida”, explicou.

Após a ladainha, os participantes começaram o desmonte do presépio retirando as palhinhas (murta) para levar até os fogareiros acessos no pátio do Convento das Mercês. Fiéis acreditam que a fumaça que exala purifica e traz bons fluidos para o ano que se inicia. Há também aqueles que aproveitam para fazer suas preces, como dona Edivirgens Fonseca, de 59 anos. “Onde tem a queimação de palhinhas eu vou. É um momento de reflexão”, disse.

A presidente da FMRB, Anna Graziella Neiva, ressaltou que esta celebração além de fortalecer a fé das pessoas é também uma forma de valorizar e preservar a cultura do estado, um dos poucos que ainda promove este ritual. “Hoje, a grande homenageada é a cultura popular. Tradições como essa não podem desaparecer, não podem ser substituídas por nenhum costume dos tempos modernos”, afirmou.

Durante a Queimação de Palhinhas o Grupo de Câmara da Escola de Música Lilah Lisboa (Emem) executou músicas do cancioneiro popular e religiosas. Após a cerimônia, o grupo de teatro da escola UEB Sagarana II apresentou o Nascimento de Jesus e também foi servido aos presentes chocolate quente e bolo de tapioca. 


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