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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Câncer infantojuvenil: família é mais forte que a doença

No Brasil, estima-se que ocorrem mais de 9 mil casos novos de câncer infantojuvenil por ano. Ele representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e jovens de 1 a 19 anos de idade, para todas as regiões do País. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) que também informa que os cânceres mais frequentes nessa fase são as leucemias, os do sistema nervoso central e os linfomas.

Portanto, para unir esforços no combate à doença, o dia 23 de novembro foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, disparando uma série de ações que incluem atividades preventivas e de educação, debates e políticas públicas direcionadas aos pequenos pacientes.

A data também celebra um grande progresso, pois ainda de acordo com o INCA “estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado”.

É o que vemos na história do filho da dermatologista Cristiane Benvenuto. Aos sete meses de vida, ele teve retinoblastoma (tumor na retina) no olho esquerdo. Ao Portal Boa Vontade, Cristiane relembrou “o momento de pavor” quando descobriu que o filho estava com câncer. “Não conhecia os detalhes da doença, então tive muito medo de que o prognóstico fosse muito ruim. Tive medo do sofrimento que ele enfrentaria e tive medo de perdê-lo.”

O pequeno Enzo1* precisava dos cuidados de seus pais para que pudesse prosseguir a vida, realizando o tratamento médico necessário. Foi ao perceber as necessidades do filho que Cristiane encontrou forças para enfrentar o problema. “Depois que tive mais detalhes sobre a doença e entendi melhor com o que estava lidando, só pensava em tratar meu filho, em encontrar a melhor solução para o problema”, declarou.

A Espiritualidade Ecumênica foi fator preponderante para que toda a família pudesse encarar o tratamento da criança da forma mais confortante possível. A dermatologista conta que rezou muito. “Sentia muito forte a presença de Deus nos momentos de oração. Pedia que Ele iluminasse nosso caminho e protegesse nosso filho. Lembro que recebemos preces de muitas religiões e crenças diferentes. Era muito bom receber todo aquele carinho”, lembra.

Assim, as orações foram grandes aliadas do tratamento médico, para o qual foi necessária a quimiocirurgia para o globo ocular. Os esforços têm alcançado melhores resultados, pois atualmente Enzo, com 3 anos, já tem um prognóstico bom, com a doença em remissão há quase dois anos. Contudo, ainda é preciso fazer o acompanhamento médico frequentemente.

Como mensagem aos pais, tios, avós, entre outros responsáveis pela vida de crianças e jovens, Cristiane alerta: “O nosso papel é cuidar das nossas crianças e gerar cidadãos responsáveis. A atenção à saúde é muito importante. Não podemos descuidar do acompanhamento da saúde, que inclui as vacinas, visitas ao pediatra, boa alimentação e exercícios físicos”.

Conforto para vencer a tribulação
Devemos encarar as adversidades que encontramos em nossa trajetória, mantendo a convicção em dias melhores. No combate ao câncer infantojuvenil, bem como a qualquer enfermidade — do corpo e da Alma —, o tratamento médico e a união familiar na qual vigore o Amor Fraterno são fatores fundamentais.

Entretanto, onde encontrar forças para superar esses momentos de grande desafio? Em seu artigo “Vencer o sofrimento do corpo e da Alma2*”, o jornalista, radialista e escritor Paiva Netto ensina que “É indispensável orar e vigiar, mormente nas ocasiões de crise, qualquer que seja o local ou o instante. A dor não aguarda oportunidade para bater à porta do coração. E a prece não é somente útil nos transes dramáticos da vida, mas essencial na hora de buscar as soluções para os desafios de ordem filosófica, política, econômica, científica, religiosa, artística, esportiva etc”.

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