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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pesquisador relança livro que avalia pobreza no Brasil


Autor aprimora metodologia alternativa ao IDH para
medir exclusão social no País
Fortaleza (CE), 16 de novembro de 2012 - Avaliar padrões de pobreza e exclusão social dos municípios brasileiros, com base em indicadores de privação de serviços essenciais e renda é o objetivo do estudo “Mapa da Exclusão Social no Brasil: radiografia de um país assimetricamente pobre”, que acaba de ser republicado pelo Banco do Nordeste.

 De autoria do professor José de Jesus Sousa Lemos, da Universidade Federal do Ceará, o livro está em sua terceira edição. Pós-doutor em Economia dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, o autor criou o Índice de Exclusão Social (IES), considerado uma alternativa ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), por ter sido construído a partir da dificuldade deste em aferir padrões de bem-estar (ou de mal-estar) nas economias mais atrasadas.
Nas edições anteriores do livro, o IES avaliou o grau de privações que as pessoas enfrentam, considerando cinco variáveis: renda, água tratada, saneamento, coleta de lixo e escolaridade. A nova edição adota uma metodologia diferente, que conta com apenas três indicadores: Passivo em Educação, Passivo em Renda e Passivo Ambiental.
“Esta nova forma de estimar o IES proporcionou ao índice uma maior robustez, de um ponto de vista econométrico. Mais relevante do que isso, o índice ficou de mais fácil assimilação e aplicação. Com este “termômetro” estimam-se os percentuais de excluídos em todos os municípios brasileiros, em 2000 e 2010, e a sua evolução por estados e regiões, bem como para o Brasil como um todo, entre 2001 e 2009”, afirma o pesquisador.

Análise
A análise é processada em duas etapas. A primeira cobre os dois períodos entre os Censos Demográficos de 2000 e 2010, contemplando a aferição dos indicadores de todos os 5.564 municípios brasileiros dos estados, regiões e para Brasil. A comparação, neste caso, é estática em duas “fotografias” feitas em dois momentos distanciados por uma década.
Complementando essa análise,  procede-se uma avaliação dinâmica da evolução (involução) dos indicadores de carências. Neste caso, o nível de desagregação chega apenas aos estados, regiões e Brasil, com desdobramentos para as áreas urbanas e rurais.  Nesta fase recorre-se às Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicilio (PNAD), cobrindo o interstício de tempo que inicia em 2001 e se conclui em 2009.
Lemos parte do pressuposto de que, com estas duas bases de dados, consegue-se reunir informações que ajudem no entendimento das causas do empobrecimento da sociedade brasileira. Empobrecimento que, no caso do estudo, é aferido de uma forma mais ampla do que apenas o acesso à renda. Na pesquisa, ele trabalha com o conceito de exclusão social.
O livro está disponível para download em PDF na seção “Estudos e Pesquisas/Publicações do Etene” do portal www.bnb.gov.br ou diretamente no linkhttp://bit.ly/UESVzc.

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