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terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOTÍCIA-CULTURA.

Exposição “Arte e Vida” revela trajetória de luta e superação de Suzan Sodré
A Fundação Municipal de Cultura (Func) recebe, nesta terça-feira (02), a exposição “Arte e Vida” de Suzan Sodré. O vernissage acontecerá às 17h, na Galeria Zaque Pedro. A mostra apresenta 40 obras em pintura, utilizando a técnica óleo sobre tela, com temática variada que vão de paisagens a retrato de pessoas.
No entanto, a exposição vai muito além das obras que estarão à disposição do público. Ela conta a trajetória de dificuldades e superação de uma pessoa que veio ao mundo de forma especial e, desta mesma forma, apresentou-se a ele. Suzan é deficiente visual e auditiva, mas consciente de suas possibilidades. E foi nas artes plásticas que ela descobriu seu valioso instrumento de mudança.
A história de vida da artista é emocionante. Tudo começa durante a gravidez de sua mãe Edna Sodré, quando complicações no período pré-natal impediram o pleno desenvolvimento do feto. Porém, Edna dá à luz a pequena Suzan, que além de nascer com pouco peso, os exames clínicos revelaram perda de visão no olho esquerdo, sopro cardíaco, retardo mental e surdez severa. Os médicos chegaram a afirmar que a criança não andaria nem falaria, podendo viver no máximo de seis meses a um ano.
“Com muita força, fé em Deus e ajuda dos amigos, comecei a lutar pela Suzan. Larguei tudo para cuidá-la, sempre correndo de hospital em hospital, buscando ajuda e orientação para cuidar melhor da minha filha”, conta Edna. O que foi bastante válido, pois Suzan resistiu a todas as doenças, internações e cirurgias e logo apresentou melhoras significativas. Superação - O primeiro contato com a arte aconteceu quando Suzan entrou em depressão, após ser agredida fisicamente por uma colega na escola onde estudava. “Tive a ideia de matriculá-la em um curso de pintura em tela, pois ela sempre demonstrou gosto pelo desenho e pela pintura. Isso fez com que superasse rápido o trauma”, explica a mãe. Logo, Suzan voltou para a escola e concluiu o ensino médio. Ela ainda fez um ano do curso de “Moda e Estilismo”, mas desistiu e voltou a fazer pintura, concluindo, desta vez, o curso de pintura em tecido. E, neste ano, voltou a fazer um curso de pintura em tela no Odylo Costa Filho. “A história de vida de Suzan Sodré nos ajuda a perceber que não há obstáculos nem limitações no universo das artes. Ao contrário, a arte desempenha um importante papel na formação dos indivíduos, uma vez que propicia o contato com a sua própria cultura, favorecendo o autoconhecimento, a autoestima e a inclusão social. E, mais uma vez, apoiamos e valorizamos iniciativas como esta”, destacou o presidente da Func, Euclides Moreira Neto.
Muitos homens e mulheres conseguiram a proeza de eternizar seus nomes na história, apesar de suas deficiências. Vale a pena citar alguns nomes que não deixaram que as deficiências limitassem suas aptidões e protagonizassem feitos marcantes: Antonio Francisco Lisboa (Aleijadinho), escultor (após uma tromboangeíte obliterante, aos poucos foi perdendo seus membros superiores e inferiores); Vincent Van Gogh, pintor (dislexia); Ludwig Van Beethoven, compositor (deficiência auditiva); Luiz de Camões, escritor (deficiência visual), entre outros.
ABRAÇOS E UM BOM DIA MARAVILHOSO!

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