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quarta-feira, 16 de março de 2011

NOTÍCIA- OAB.

Comissão de Direitos Humanos e entidades parceiras lançam campanha pelo direito dos travestis
Hoje, quarta-feira (16/03), às 15h, no Plenário da OAB/MA, acontece o lançamento da Campanha Estadual pelo Direito de Adequação do Nome das Travestis à sua Identidade de Gênero. A campanha O NOME QUE EU SOU envolve um conjunto amplo de parceiros: Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Núcleo de Proteção da Mulher e População LGBT da DPE, Secretaria Estadual de Direitos Humanos e Cidadania, Secretaria da Mulher, Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos, CEJIL Brasil e outros.
A iniciativa é inovadora no País e servirá de referência para outros estados brasileiros, por envolver um conjunto de entidades, propondo debate sério e esclarecimento público sobre o tema. As travestis são um dos segmentos sociais que mais sofrem preconceitos. Há quase nenhuma visibilidade positiva acerca das travestis, vítimas constantes de preconceitos por parte da mídia e violência social, por não seguirem o padrão classificado como “bimórfico, heteronormativo”, que prevê apenas duas formas de manifestação de identidade sexual e de gênero, masculino e feminino.
Um grupo formado por mais de uma dezena de travestis maranhenses ingressará com ações judiciais reivindicando o direito de alteração do prenome, adequando-o a suas realidades existenciais. As ações correrão sem qualquer custo para as interessadas.
IDENTIDADE E HISTÓRIA DE VIDA - “Essa construção será histórica em nosso Estado - infelizmente tão marcado por atrocidades, opressões, desigualdades brutais, exclusões. Estamos preparando uma campanha pública de sensibilização social e conquista de mentes e corações para esta demanda”, explica o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, Rafael Silva. A Comissão de Direitos Humanos e um conjunto de entidades da sociedade civil organizada (ver ao lado) lançam nesta quarta-feira a campanha pública, com o objetivo de conquistar a simpatia da sociedade e lutar pela autenticidade, pela livre construção da identidade, pela diversidade enquanto característica enriquecedora da experiência humana.
“Para nós, ela significa mais do que o respeito ao direito fundamental de livre construção da identidade na história de vida singela, difícil e delicada das travestis maranhenses. Significa a própria concretização do direito de cada e qualquer pessoa - independentemente de suas escolhas, características e crenças -, de construir livremente o seu percurso na vida, em busca da realização de seus anseios, sonhos, afetos e desejos”, conclui o vice-presidente.

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