Coluna Top Social!

Coluna Top Social!
Coluna Domingo Top no Jornal Extra!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

ELEIÇÕES 2010.

Artistas eleitorais: eles estão de volta!
De quatro em quatro anos é hora de eles, novamente, subirem o morro sem gravata, fingirem que gostam da massa, irem à vendinha beber cachaça e até bagulho fumar. É chegada a hora de “misturar-se” ao povo simples, distribuir sorrisos, abraços e esperanças à sociedade. Percebe-se que foi dada a largada para mais uma campanha eleitoral.
Nessa época o brasileiro se diverte mais, ri mais. Afinal, fica mais próximo, eu diria, até mais “íntimo” dos comediantes. Pelo menos é o que querem (os comediantes) que pensemos. Basta sair de casa e lá estão eles nas ruas contando as mesmas piadas de sempre. Como se não bastasse a repetição do espetáculo, do qual, infelizmente, a maioria das pessoas parece ainda achar graça, tem-se que conviver com a poluição visual, sonora e também com a sujeira que a produção desses eventos (campanhas eleitorais) deixam para trás.
Muros e postes da cidade são “embelezados” com cartazes fotográficos dos comediantes, convocando a população a prestigiá-los em suas atuações e a ajudá-los a se elegerem reis comediantes, ops, digo, comandantes da luta em prol da sociedade. Em troca, promessas de melhorias em todos os palcos da cidade: educação, saúde, segurança, trabalho, etc. A platéia, com exceções, ri extasiada diante de tais possibilidades e parece prestes a aplaudir, novamente, o mesmo elenco enganador de anos atrás.
Bandeiras tremulam ao sabor do vento, reafirmando antigos artistas e também anunciando os novos atores que desejam fazer parte dessa grande e importante companhia artística que exerce um misto de fascínio e poder sobre a platéia. Os arautos, com seus potentes carros de som, fazem o povo dançar ao ritmo das mais variadas tendências musicais – todas elas releituras que engradecem os atores.
Um frenesi toma conta da cidade. O corpo a corpo dos “célebres” artistas com a população, principalmente a parte menos favorecida, parece gerar um efeito condicionante, narcotizante, fazendo-a esquecer que já pagou ingressos, e muito caros, para ver e sentir a emoção desses mesmos espetáculos, reencenados, e com os mesmos finais. A boa notícia é que em meio à platéia existem aqueles, como eu, que não se conformam com os mesmos textos, as mesmas performances, o mesmo barulho. Esses acreditam na mudança de elenco e numa nova forma de atuação. Saem da mesmice e protestam: calem-se! A gente não quer só diversão e arte. Chega de encenações. Tirem suas máscaras, mostrem suas caras e seus projetos de melhoria para a cidade, para o povo. Se não são capazes de discursos e ações transformadores, presenteiem-nos com o silêncio, pois não se dorme com um barulho desses.
Por Élida Maria Aragão- Estudante de Jornalismo da Faculdade São Luis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MUITO OBRIGADO PELO SEU COMENTÁRIO.