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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Notícia - Esporte - Entretenimento.

Bom diaaaaa, hoje cheguei no meu serviço com um ar de alegria e alto astral pois vir que as pessoas que não gostava de mim e queria me prejudicar se tocou isso por que entreguei para Deus e o nosso pai maravilhoso sempre resolver essas cositas para mim, ele é tudo para mim. O locutor me pediu para pesquisar sobre LADUMA veja o que eu encontrei esse texto marvilhoso:
“Laduma” é uma expressão Zulu que pode significar “ficar famoso”, “trovejar” ou mesmo “fazer barulho” e é usada pelos narradores de futebol da África do Sul depois do gol. Aliás, o campeonato nacional nunca é narrado em inglês, pois as TVs preferem uma das outras 10 línguas oficiais do país. O esquisito é que durante a transmissão, alguns repórteres falam em inglês, outros em africâner (a língua da identidade nacional) e o narrador numa terceira (Xhosa, Suthu, Zulu. Há muitos sul-africanos que também não entendem estas línguas). Enquanto estava na África do Sul, assisti ao jogo Brasil x Portugal. A cada 10 minutos os locutores se revezavam, um em inglês o outro numa outra língua que não consegui identificar. Ainda bem que o futebol tem sua linguagem própria e deu pra entender direitinho: o Brasil continua mal, correndo atrás da bola.
Quando Carlos Alberto Parreira aportou na África do Sul em 2006, sua missão foi tentar ser um Laduma, ou mais modestamente, fazer com que os torcedores do Bafana Bafana, como é chamada a seleção local, voltassem aos estádios. Por enquanto, não deu certo. O alvo de críticas freqüentes é seu alto salário, mas a missão de Parreira não é das mais fáceis. Em novembro de 2006, os Bafanas venceram Zâmbia por 1 a 0, num jogo onde sobraram caneladas e maus tratos à bola. Parreira e Jairo Leal assistiram a partida e como vestiam pela segunda vez ternos pretos num jogo do Bafana, foram apelidados de “MIB – Homens de Preto” numa alusão a comédia dos agentes do FBI que são os policiais dos extra-terrestres na Terra. Ao problema da falta de qualidade dos jogadores locais (bem longe de Camarões, Zâmbia ou Angola) soma-se o fato de que o embargo esportivo à África do Sul terminou apenas em 1992. O país do apartheid ficou 30 anos sem experiência em competições internacionais. Isto é, a nova geração não tem referencial de vitórias ou mesmo derrotas.
Pelo mundo, há sérias dúvidas a respeito da competência de Parreira. A questão mais óbvia é que se ele conseguiu apenas jogar feio ao conduzir um time de estrelas na última Copa do Mundo, o que poderá fazer com jogadores inexperientes e sem a mesma qualidade técnica da brasileira? Porém, Parreira pode ser tudo, menos burro. Depois do que aconteceu na última Copa, o que lhe restava? Agora, ele é o único que tem vaga garantida na Copa de 2010 e se levar os Bafanas pras quartas-de-final será um herói, apesar de jogar em casa, e se não chegar tão longe bem…. os jogadores são fraquinhos. Ainda, Parreira tem a idéia que é preciso trabalhar com a cabeça dos jogadores, numa atitude coletiva, etc…, isto é, ele é antenado com a atual “ciência” do futebol. Durante a Copa da Alemanha, a Nature publicou um especial sobre futebol. Um dos trabalhos dizia, basicamente, que os melhores jogadores têm maior capacidade para prever a trajetória de uma bola rápida e se adiantar às jogadas. Não há diferenças na acuidade visual ou força física entre os jogadores de baixo rendimento e as estrelas. A diferença também reside no fato que os melhores “lêem o jogo”, percebendo o campo como uma unidade e previamente sabendo o que o adversário fará. O cérebro precisa então de exercício, como as pernas, de preferência, em horas extras de treinamento. Parreira gosta destas coisas, que estão no limiar de “terapia de auto-ajuda de grupo”. Pra se ter uma idéia de como isto (não) funciona, neste mesmo trabalho, Michael Shadlen, neurocientista da Universidade de Washington, Seattle, apontava Zinedine Zidane e o ucraniano Shevchenko como os atletas que melhor usavam o cérebro para jogar. É verdade. Ninguém pode acusar Zidane de não ter trabalhado com a caixa craniana (vizinha do cérebro) nas duas finais de Copa do Mundo que disputou. Pena que foi pior pra gente… O especial da Nature ainda dizia que o time que marca o primeiro gol, tem maiores chances de ganhar o jogo, numa teoria conhecida como auto-afirmação, e que se não me falha a memória funcionou na Copa do Mundo, pois poucas viradas de jogo aconteceram. Mesmo assim, o contraste das afirmações de M. Shadlen com o desempenho de Zidane na final, fez com que a Nature depois da Copa (442, 13/07/2006, pg. 110), comentasse o fato explicando que como um jogo de baixo placar, a aleatoriedade no futebol reina absoluta (a distribuição estatística de Poisson explica o evento raro dos gols). Afirma ainda que um grupo de matemáticos noruegueses delineou um modelo de computador que simulou a Copa da Alemanha 2000 vezes, e o Brasil foi campeão na maioria das simulações. Pois é, mas a Copa de 2006 só foi jogada uma vez, e justamente nesta o Brasil não venceu. A Nature também não fez por menos ao comentar a vitória da Esquadra Azurra frente aos recentes escândalos do futebol na Itália. Abre aspas: “…e como os pesquisadores podem atestar, crescer em face da incompetência oficial e corrupção, é tudo o que todos os profissionais italianos têm que fazer todos os dias da semana”. Viram? Nem a Nature consegue isenção quando mistura futebol e política. Assim o velho chavão: “o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas“, é cientificamente correto. Modelos matemáticos? No futebol isto não serve. Ok, a teoria não é nova e foi lindamente descrita pelo Ruy Castro na biografia do Garrincha, em especial quando ele explica a vitória do Brasil sobre a tecnocrata-científica União Soviética em 1958. Garrincha era então a anti-ciência, com suas pernas em arco pra direita e suas jogadas geniais. “João Kusnetzov” procura até hoje a bola. Talvez este seja um dos motivos pelo qual o futebol (soccer) não seja apreciado nos EUA, onde ele é ultrapassado de longe, em número de espectadores, por futebol americano, beisebol e basquete. Nestes três, os chamados “Big Three” da “cultura” do esporte americano, as previsões são mais fáceis e dificilmente um time considerado fraco, vence um time mais forte. Lembro que em 1990, alguém disse que os EUA poderiam se tornar uma grande força no futebol, pois eles são organizados, etc… mas mesmo depois da Copa de 1994, jogada lá, o soccer continua sendo esporte para jovens sem talentos nos outros. Aliás, até meados de 2006 o melhor salário da liga de soccer era de Freddy Adu um jovem de 16 anos nascido em Gana, mas naturalizado americano. Apesar disto temos que aprender com os americanos: o esporte é dirigido por estrelas individuais, mais do que pelos times em si. Afinal, quem é que quer ver o Vasco ou o Palmeiras jogar? Já Romário ou Edmundo… Na África do Sul, as paixões nacionais são: o rúgbi, o críquete e o golfe. Só para matar a curiosidade, na final de 2006 depois de uma final fantástica que terminou empatada, inclusive na prorrogação, os times locais de rúgbi dividiram o troféu de campeão. Alguns jogos de críquete, o jogo de “taco” que as crianças brasileiras conhecem bem, duram 4 dias, com direito a almoço, ir pra casa, ao banco, etc… mas jogos contra a Índia, por exemplo, conseguem altos índices de audiência. O golfe é só o golfe. Aquela chatice. Futebol continua sendo jogo de “colloured”, os mestiços locais, que perfazem 9% da população e cuja imensa maioria mora na região de Cape Town (Cidade do Cabo). Agora, nos preparativos para a Copa de 2010, novas discussões aparecem. No tradicional bairro de Green – Point de Cape Town, há um estádio velho que precisaria ser destruído para dar lugar a outro, já que a cidade espera receber uma das semifinais. Mas além dos investimentos altíssimos a associação de moradores local têm se colocado contra, pois é necessário destruir um campo de golfe e então tome liminar na justiça. Enquanto isto o país clama por reformas urgentes que combatam a violência e melhorem o transporte público. Como ajeitar isto para receber de 400 a 500 mil torcedores? Parreira deve acompanhar estes problemas ao longe. Ele já tem os dele dentro do campo, pois seu time participa da Copa das Nações Africanas. Bem, como em 1990 ninguém acreditava no Dunga e ele ergueu a taça em 1994, ajudou a levar o Brasil para a final de 1998 e agora é técnico da seleção, quem é que arrisca dizer que o Prof. Parreira não vai se dar bem com um time que começa do zero?
FONTE: Bafana Ciência Blog de Divulgação Científica com ênfase em Ecologia. Caixinha de surpresas… Por isto o futebol é amado. Artigos para Download: Theory of the Beautiful Game: the unification of european football(Vrooman, 2007) Probabilistic Reasoning by Neurons(Yang, 2007)
UM BOM DIA MARAVILHOSO.

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