Coluna Top Social!

Coluna Top Social!
Coluna Domingo Top no Jornal Extra!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

PESQUISA-MARANHÃO

Índice de câncer de pênis é maior entre os maranhenses.

Estudo realizado por professor da UFMA revela que a cada treze dias surge um novo caso no estado. Uma doença de efeitos devastadores cuja prevenção depende principalmente de higiene. Assim é o câncer de pênis, que se tornou um problema de saúde pública no Nordeste e principalmente no Maranhão. Com 10,66% dos casos no país, segundo dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Urologia, o estado ocupa o terceiro lugar no ranking nacional, depois do Ceará de São Paulo, segundo e primeiro lugares, respectivamente. Para o professor do Departamento de Medicina da UFMA e médico do Hospital Universitário, José Ribamar Calixto, esses percentuais refletem a situação da população de baixa renda, que possui pouco conhecimento sobre o tema. “A falta de informação, aliada à falta de higiene e de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis potencializam o problema”, explica ele. Em estudo realizado pelo professor, a cada treze dias surge um novo caso no Maranhão. As DSTs, em especial o HPV (papiloma vírus humano), podem evoluir de feridas e verrugas até a auto-amputação do pênis. Já a fimose, caracterizada pelo excesso de pele na região da glande, provoca a hiperacidez e conseqüente ulceração da mucosa do órgão, gerando feridas, inchaço e dor. Quando não tratadas adequadamente, as lesões causadas por essas doenças se manifestam por meio de tumores e feridas na boca, sintomas do câncer. Calixto destaca que na região Nordeste, a presença de grandes tumores é mais freqüente, mostrando que os pacientes geralmente buscam ajuda médica em estágio avançado, por vergonha ou mesmo preconceito. “Nessa etapa, a doença se espalha pelo corpo, comprometendo órgãos como fígado e pulmão, além do próprio pênis”. Se detectado em estágio inicial, o câncer pode ser tratado por quimioterapia, radioterapia ou medicação aplicada no local, sem necessidade de cirurgia de remoção do órgão. Sem os cuidados adequados, essa neoplasia pode causar a morte do paciente em cerca de dois anos. No Maranhão, o Hospital Universitário (HUUFMA) e o Instituto Maranhense de Oncologia Aldenora Bello atendem pacientes com a doença. “Mais do que tratar é fundamental prevenir o câncer de pênis, o que é possível através de hábitos simples como a higiene adequada do local, a remoção do excesso de pele do pênis por meio da operação de fimose e a adoção de métodos contraceptivos e de prevenção de DSTs”, encerra ele.

FONTE: [ASCOM/UFMA]

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MUITO OBRIGADO PELO SEU COMENTÁRIO.